Saúde e Empreendedorismo

Doença autoimune me faz Mulher Maravilha? O relato de uma internação

Doença autoimune me torna Mulher Maravilha? Aos olhos de quem está ao meu lado diariamente: SIM.

Capa do artigo “Autoimune me faz Mulher Maravilha?”, da Click Soluções: ícone de coração com linha de batimento sobre fundo azul da marca

Essa foi a camiseta que ele escolheu me levar pra alta hospitalar: MULHER MARAVILHA. Na mochila do McQueen do filho.

Sabrina Malichésqui no quarto do hospital, sorrindo, com a camiseta da Mulher Maravilha e a mochila do McQueen ao fundo
A camiseta da Mulher Maravilha escolhida pelo marido para o dia da alta hospitalar, em maio de 2021.

Enquanto a maioria está postando sobre suas comemorações, eu estou postando sobre como ele me vê diante da luta da doença autoimune.

Hoje é assim que me sinto, após 8 dias de UTI. Dela direto pra casa (o que não costuma ser o padrão no meu histórico de internações).

Oito dias de UTI em plena pandemia

Minha última internação havia sido em 14/12/2019. Daquela vez, um susto pra observação.

Mas no dia 04/05/2021 acordei por volta das 8h vomitando sangue e fomos para o hospital. Hospital LOTADO de covid. Fui recebida com cadeira de rodas e direto pra sala de avaliação. Não parava em pé. Muito mal-estar. Ala separada.

Durante o exame inicial, vomitei um balde de sangue. Direto pra emergência e exames. Tomografia, ultrassom de abdômen. Endoscopia de emergência com anestesia GERAL. E, com essa decisão do corpo médico, foi possível fazer a ligadura das varizes esofágicas, a causa da hemorragia.

Plaquetas baixas, hemoglobina idem. Baixaram mais ainda.

Fiquei na emergência (UTI do PS) até as 22h, quando saiu vaga na UTI. E ali começou a luta do meu corpo pra MAIS uma vez se recuperar.

Paciente em UTI, em repouso, que não pode receber anticoagulante = botas de drenagem 24h por dia conectadas… Tá… 18h… Tira aí as horas dos banhos e xixis…

Primeiros dias, xixi na comadre. Banho na cadeira.

JEJUM. Jejum de 72h pra cicatrizar o procedimento.

Volto a me alimentar pastoso, passo bem. Recuperando. Recuperar e ficar mais forte pra poder fazer a biópsia. Ganhei um acesso após perder vários.

Biópsia e drenagem de líquido no abdômen (retirados 800 ml) realizadas no dia 10/05, hemorragia pós-procedimento, observação, mais exames.

Plaquetas e hemoglobina baixam. Toma ferro. O ferro ajudou. E me deixou vir pra casa.

Estou bem: de volta pra casa

“ESTOU BEM. Agora estou bem. Em casa.”

Trecho do relato de Sabrina Malichésqui, fundadora da Click, escrito após a alta, em maio de 2021.

ESTOU BEM. Agora estou bem. Em casa. Com repouso e comida pastosa por mais 3 dias em casa. E PASSO BEM.

A causa está sendo investigada. A saga da biópsia, que era pra ser sedada mas acordei de dor no meio, fica pra outro dia, porque agora só quero curtir poder ir ao banheiro SOZINHA.

E trabalhei lá na UTI pelo celular, com ajuda das minhas parceiras e compreensão dos clientes.

Viva o home office, viva o celular!

Relato pessoal de Sabrina Malichésqui, escrito em 2021. Texto original da autora, apenas com revisão de ortografia e pontuação.

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